Flávio Dino reage a pronunciamento de Bolsonaro e diz que danos podem ser 'imprevisíveis e gravíssimos'

O governador do Maranhão se manifestou em uma rede social nessa terça-feira (24) e afirmou que vai manter todas as medidas preventivas à Covid-19 no estado.

Governador do Maranhão reage ao pronunciamento do presidente Jair Bolsonaro O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), reagiu ao pronunciamento do presidente Jair Bolsonaro em relação a pandemia do coronavírus na noite dessa terça-feira (24).

Por meio de uma rede social, o governador disse que os danos podem ser ‘imprevisíveis e gravíssimos’ e afirmou que vai manter todas as medidas preventivas à Covid-19 no estado.

“Pronunciamento de hoje mostra que há poucas esperanças de que Bolsonaro possa exercer com responsabilidade e eficiência a Presidente da República.

Os danos são imprevisíveis gravíssimos.

Em respeito às vidas dos maranhenses, bem como em sintonia com cientistas e profissionais da saúde, manterei no Maranhão todas as providências preventivas e de cuidado em face do Coronavírus”, disse.

Até o momento, o Maranhão possui oito casos confirmados do novo coronavírus, sendo todos em São Luís.

No último boletim divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde (SES) na terça-feira (24), o estado possui 508 casos sob suspeita em mais de 45 municípios.

Serviços são afetados pelo novo coronavírus no Maranhão Coronavírus: o que é preciso saber O que é #FATO ou #FAKE sobre o coronavírus Governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), reagiu ao pronunciamento do presidente Jair Bolsonaro em relação a pandemia do coronavírus. Reprodução/Redes Sociais Em um vídeo também publicado em uma rede social, o governador disse que é possível e necessário proteger as vidas e a economia, mas a ‘vida deve ser em primeiro lugar’ e ainda citou o artigo da Constituição Brasileira que remete aos direitos à vida.

(Veja o vídeo acima) Entre as medidas apresentadas por Flávio Dino para tentar conter a crise econômica causada pela pandemia no estado, estão a criação de um empréstimo compulsório para que bancos privados possam financiar ações sociais voltadas à trabalhadores informais e autônomos, criação de um programa de renda mínima. Além disso, o governador citou a destinação de fundos disponíveis em bancos públicos, como o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para as micro e pequenas empresas.

Por fim, afirmou que o governo federal deve investir maciçamente em obras públicas para ativação da economia.

Repercussão Políticos e autoridades reagiram ao pronunciamento em que o presidente pediu a "volta à normalidade", o fim do "confinamento em massa" e disse que os meios de comunicação espalharam "pavor".

Médicos e profissionais da saúde criticaram o discurso do presidente e classificaram como 'grave'.

O presidente do Senado, Davi Acolumbre (DEM-AP) divulgou uma nota classificando a fala de Bolsonaro como "grave" e disse que o país precisa de uma "liderança séria".

Acolumbre também disse que o momento é serenidade e equilíbrio, para que sejam adotadas precauções e cautelas necessárias para o controle da Covid-19. O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), também se manifestou em relação ao pronunciamento afirmando que "foi equivocado ao atacar a imprensa, os governadores e especialistas em saúde pública".

Categoria:Maranhão